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samedi 31 octobre 2026

Mes voisins (Med Hondo, 1971)

 

« Mes Voisins » a été réalisé en 1971 à partir des rushes tournés pour le long métrage « Les Bicots-nègres, vos voisins » (1973).
 
Des travailleurs africains parlent de la vie quotidienne et du racisme sur les marchés du travail et du logement à Paris. Mes Voisins est un fragment d'un projet documentaire plus important (Bicots-Nègres : vos voisins, 1973) avec lequel Med Hondo souhaitait explorer les politiques de logement des travailleurs immigrés à Paris. Le film était basé sur l'idée d'une série cinématographique qu'il n'a pu réaliser mais qui révèle les possibilités d'un cinéma de la rue qui s'apparente au cinéma direct et au Cinétract. Jamais l'état post-colonial du monde n'a été résumé aussi succinctement que dans la séquence animée de clôture. 

 

ALCOA, República de Guiné e Galiza

 

 
Mina en Guiné-Conakri

A República da Guiné, geralmente denominada Guiné-Conakri para distingui-la da Guiné Ecuatorial e de Guiné-Bissau, é uma ex-colónia francesa dos territórios conquistados polos franceses aos portugueses de Guiné-Bissau, teoricamente independente, mas na prática sempre governada por ditaduras militares instauradas com golpes de estado, onde seus governos estão formados por diretivos de empresas mineiras.

A Guiné é propriedade das empresas mineiras que se reparem o país entre elas. De facto, 90% da superfície do país são concesões mineiras. A maior companhia mineira de Guiné é a Compagnie des Bauxites de Guinée (CBG), que exportou em 2025 mais de 150 milhões de toneladas de bauxita sendo o 3º maior produtor do mundo no país com maiores reservas do planeta deste mineral. CBG em teoría é uma empresa estatal, na prática é propiedade do consórcio HALCO MINING INC., que à sua vez está formado por ALCOA (Aluminium Company of America) com uma pequeníssima participação de Rio Tinto Group e Dacdco Investments. A CBG possui o monopólio da bauxita, tendo até 2038 o direito exclusivo sobre 100% dos recursos, reservas e zonas de investigação do país. Após do golpe de estado de 2021, HALCO, ou seja, ALCOA governa o país mediante ditadura militar.

Graças á mineração, Guiné passou de ser um dos países mais ricos em termos de qualidade de vida e esperança de vida de África, onde sua população não sabia o que era a fome, a ser o terceiro país com a população mais pobre de África. Num paríso para a produção agrícola, que era há 40 anos ainda a atividade de 95% da população, sendo este país um dos principais exportadores na época colonial de café, ananás, péssegos, cítricos, bananas, tomates, hortalizas, maçãs, pêras, uvas, granadas, etc agora a agricultura quase não existe, e Guiné importa alimentos via ajuda humanitária. Dos 13 milhões de habitantes que têm Guiné, 67% passam fome e não tem casa. É o país com mais vagabundos de África, e procurar detritos no lixo a principal atividade da população. 70% da população foi deslocada devido a que as corporações mineradoras expropriaram suas terras e poluíram as águas. A poluição das águas por causa da mineração é o maior problema do país, pois apesar dos grandes rios e aquíferos, a gente apenas tem água potável. Atualmente a população concentra-se na costa, e principalmente na capital, Conakri, onde vive da mendicidade e da ajuda humanitária. A maior parte do 33% da população que não passa fome e tem habitação é porque conserva gado bovino, ovino e caprino em áreas que ainda que estão expropriadas para a mineração, a mesma ainda não começou.

Guiné tamém é colónia mineira para produção de ouro, diamantes, ferro e urânio em quantidades astronómicas, mas nada comparado com a bauxita. Contudo, a bauxita chegou a seu pico de produção (similar ao «peak oil» do que fala Antorio Turiel) em 2016, e desde então a produção está em decrescimento. A modo de exemplo, a maior mina de bauxita da Guiné, a de Sangarédi, foi baixando a produção de 28 milhões de toneladas em 2016, a 18 milhões em 2021, e a 14 milhões em 2025, deixando de ser a maior mina de bauxita do mundo, que na atualidade é a mina de Trombetas, no estado do Pará em Brasil, que produz mais de 20 milhões de toneladas anuais, e é propriedade do consórcio «Mineração Rio do Norte», onde o principal acionista é também ALCOA, em parceria com Vale, Rio Tinto Group, CBA, e Hydro. A queda da produção por esgotamento em Guiné, que é a que se traz a S. Cibrão em barco, é o motivo do paulatino abandono das instalações de ALCOA em Europa e a inversão nas que tem no Brasil, já que é onde está agora sua maior e mais barata mina.

A bauxita extraída na mina precisa ser refinada, um processo consistente na transformação do mineral bruto em alúmina (óxido de alumínio) mediante o processo Bayer, consistente na trituração e tratamento com sosa cáustica a alta temperatura para separar essa alúmina (óxido de alumínio puro) dos resíduos, que são altamente perigosos por causa de serem tóxicos, corrosivos, cancerígenos, e com alto conteúdo de metais pesados e até elementos radioativos.

O processo de refinado, amais de gerar esses resíduos tão perigosos, também requer altíssimas quantidades de energia. Em Guiné a CBG tem 4 refinarias, mas a Guiné é um pais deficitário de energia, absolutamente dependente do petróleo, e os custos energéticos aumentam consideravelmente com o pico do petróleo, assim que ALCOA prefire refinar bauxita noutro país do terceiro mundo, uma colónia espanhola chamada Galiza. Neste terceiro mundo europeu tem energia praticamente grátis, pois o governo amigo financia os custos energéticos, e pode armazenar os resíduos altamente perigosos numa montanha de veneno (balsa de lodos) sem qualquer problema. A sosa cáustica do processo e os venenos líquidos vertem-se no mar por dous emisários submarinos ilegais. A administração consente e o povo cala.

O terceiro mundo sempre assume os custos ambientais, e na Galiza, ainda os energéticos, que são pagos na factura da luz de da gente cada mês. Na Galiza nem a terceiro mundo africano chegamos!

Eu pergunto-me como é que essas pessoas tão de esquerdas, tão solidárias, tão pacifistas, tão democratas, tão ecologistas, tão internacionalistas, tão humanas e sensíveis com os problemas do mundo, como é que não conseguem enxergar que a bauxita que uma corporação imperialista ianqui descarrega no porto de S. Cibrão não aparece lá por arte de magia e tem uns custos humanos e ambientais inaceptáveis, e que não só os paga o povo da Guiné, senão também o povo galego.
 
*** 
 
San Cibrão
 
O Serviço Galego de Saúde (SERGAS) dispõe dum serviço, o REGAT (Registro Galego de Tumores) que registra de forma detalhada e continuada os casos de cancro diagnosticados na Galiza segundo áreas hospitalares, o que permite estabelecer um mapa comarcal de incidência de cancro por cada 100.000 habitantes, desglosado por idades, sexos, etc.

Em 2025 publicou-se o último informe conhecido do REGAT, correspondente ao ano 2022. É dizer, o informe ocultou-se 3 anos e desde aquela o SERGAS tem uma total opacidade em relação ao REGAT, não publicando mais informes e denegando o acesso a dados que constantemente lhe pedimos diversas associações ambientalistas e de luta contra o cancro, assim como plataformas em defensa da sanidade pública.

Segundo o informe REGAT 2022, a comarca da Marinha Lucense tem um índice de incidencia alarmantemente alto: 860 casos por 100.000 habitantes. Para estabelecer uma comparativa, segundo os registros equivalentes a nível europeu da European Network of Cancer Registries (ENCR), a média europeia era nesse ano de 280 casos por 100.000 habitantes, e este organismo alertava da altíssima incidencia em Dinamarca, com 374 casos por 100.000 habitantes. É dizer, a Marinha Lucense duplica a maior das incidências de Europa.

Isto é lógico, tendo em conta que ALCOA emite desde 1979 com total impunidade todo tipo de substâncias cancerígenas à atmosfera, ao mar, e ás águas subterrâneas, pois esta empresa até dispõe de autorização para injetar águas altamente poluídas e carregadas de substâncias altamente cancerígenas ao subsolo, poluíndo as águas subterrâneas. Todos esses venenos há muito que estão na cadeia alimentar, e os marinhãos respiram, comem e bebem substâncias cancerígenas. Bom, não todos, por exemplo Néstor Rego defende ALCOA desde Compostela ou Madri, sem se expor a isso no seu Vicedo natal.

ALCOA dispõe neste momento duma Autorização Ambiental Integrada (AAI) feita à carta. Deu-lha o bipartito (ou mais concretamente o BNG) em 2008 permitindo todo tipo de poluição e com valores limite altíssimos. Apesar disso, ALCOA ultrapassa constantemente esses valores, mais não se passa nada, porque as denúncias não se tramitam, e a AAI foi-se revisando para «adaptá-la às necessidades da empresa». Por exemplo, os valores limites de emisão de flúor mensais eram de 8 mg/l, mas como em 2017 houve uma denúncia por emitir o 16 mg/l (o duplo) a Junta modificou a AAI elevando esse valor limite a 17 mg/l, e tudo legal! E assim por diante. Isso sim, a explotação de pitaia e frutos exóticos Tropic Gaia em Morás foi clausurada pola Junta e proibida a comercialização de seus produtos por serem inaptos para o consumo por causa da presença de compostos perfluorados altamente cancerígenos provenientes das nuvens de pó vermelho que leva o vento da balsa de lodos tóxicos. O mesmo aconteceu com dúzias de explotações leiteiras, e de facto, apenas há já produção de leite na comarca porque é inapto para o consumo humano: presença de perfluorados, mercúrio, metais pesados, etc

Evidentemente, ALCOA nem se fecha, nem se condena, nem se sanciona, nem se lhe impõem medidas contra a poluição. Em vez disso, o que se faz é o seguinte:

1º) Ocultam-se os dados do REGAT desde 2022

2º) Os medidores de poluição são eliminados ou transladados a outros lugares

3º) Faz-se greenwashing (lavado de imagem) mediante a ALCOA Foundation neutralizando as entidades sensíveis com este tema.

Disto último deixo dous exemplos bem ilustrativos:


- «Como parte de la campaña internacional de Impacto Comunitario de la Fundación Alcoa, el equipo de San Ciprián se ha unido a la Asociación Esperanza Contra o Cancro de Burela para organizar una jornada de deporte, música y solidaridad.» (https://www.facebook.com/alcoa/posts/como-parte-de-la-campa%C3%B1a-internacional-de-impacto-comunitario-de-la-fundaci%C3%B3n-al/1403549888476464/)

Le cours de chinois que Mbappé a raté

 


En Chine, la situation des milliardaires est très particulière et diffère radicalement de ce qu'on observe dans les démocraties occidentales à économie de marché.
Si la Chine compte un nombre impressionnant de milliardaires (grâce au développement économique initié par Deng Xiaoping à la fin des années 1970 avec la règle du « laisser certains s'enrichir en premier »), la fortune privée y est tolérée à une condition fondamentale : la soumission aux objectifs politiques du Parti communiste chinois (PCC) et la contribution aux intérêts de la nation.
 
Voici concrètement comment ce système fonctionne et comment l'État encadre les grandes fortunes :
 
1. La vision politique : La « Prospérité commune » (Common Prosperity)
Sous la présidence de Xi Jinping, la direction chinoise a réaffirmé avec force le concept de « Prospérité commune » (共同富裕, Gòngtóng fùyù).  
Le principe : S'enrichir est possible, mais accumuler une richesse excessive ou créer de trop grandes inégalités est perçu comme une menace pour la stabilité sociale et l'idéologie du régime.
L'exigence : Les grands patrons et leurs entreprises doivent participer activement à la « redistribution ». Cela se traduit par des dons massifs (« dons volontaires sous forte incitation de l'État ») pour financer le développement rural, la recherche technologique souveraine, l'éducation ou la santé publique. De grands groupes comme Alibaba, Tencent ou ByteDance ont ainsi versé des dizaines de milliards de dollars dans des fonds de prospérité commune.  
 
2. Le contrôle du Parti au cœur des entreprises
En Chine, aucune grande entreprise privée n'opère de manière 100 % indépendante du pouvoir politique :
Comités du Parti (PCC) : Les entreprises privées, même les géants de la Tech ou de l'immobilier, doivent héberger des comités internes du PCC qui veillent à ce que les décisions stratégiques ne contredisent pas les priorités nationales.
Actions à droits spéciaux (Golden Shares) : L'État détient parfois des participations minoritaires stratégiques dans des entreprises privées, lui donnant un droit de regard direct sur le conseil d'administration ou la censure du contenu.
 
3. Ce que les milliardaires n'ont PAS le droit de faire
Contrairement aux pays occidentaux où la fortune personnelle confère une influence politique et financière très autonome, en Chine, plusieurs lignes rouges sont strictement imposées :
Pas d'influence politique autonome : Un milliardaire ne peut pas contester les politiques de l'État ni tenter d'influencer l'opinion publique contre les décisions du gouvernement (l'exemple le plus célèbre est Jack Ma, fondateur d'Alibaba, dont les critiques contre les régulateurs financiers en 2020 ont conduit au blocage de l'introduction en bourse d'Ant Group et à sa mise à l'écart).
Interdiction d'extraire la richesse à l'étranger sans contrôle : Le gouvernement restreint fortement les fuites de capitaux. Un homme d'affaires qui tente de sortir ses actifs du pays pour se protéger ou s'enrichir personnellement à l'étranger s'expose à de très lourdes sanctions.
Pas de monopoles destructeurs ou d'« expansion désordonnée du capital » : Si une entreprise devient trop puissante au point de menacer la souveraineté économique de l'État ou de précariser les citoyens (ex. spéculation immobilière démesurée, surendettement, abus de position dominante), l'État intervient brutalement.  
 
4. Les mécanismes de rappel à l'ordre
Si un milliardaire dépasse les limites ou commet des infractions (corruption, fraude fiscale, atteinte aux intérêts nationaux, non-respect de la réglementation), le gouvernement dispose d'outils très puissants :
La régulation ciblée : Changement immédiat de la loi (ex. reprise en main du secteur des cours particuliers en ligne, amandes record pour abus de position dominante).
Convocation et garde à vue administrative : Disparitions temporaires de la scène publique le temps d'enquêtes fiscales ou réglementaires.
Poursuites judiciaires et saisie des biens : Les figures d'affaires reconnues coupables de corruption ou de fraude s'exposent à des peines de prison fermeté extrêmement lourdes et à la confiscation de leur patrimoine.
 
En résumé
En Chine, le capital est subordonné au pouvoir politique. Un entrepreneur a le droit de devenir extrêmement riche, à condition que :
Sa réussite soutienne les priorités stratégiques de la nation (innovation, emploi, indépendance technologique).
Il accepte le rôle dirigeant du Parti communiste.
Il réinvestisse une partie significative de sa richesse au service de la société.

L’armée US veut se doter de « super chiens »

 SOURCE https://www.franceinfo.fr/monde/usa/clones-genetiquement-modifies-surequipes-quel-est-ce-projet-de-super-chiens-de-guerre-imagine-pour-l-armee-americaine_8260166.html

Un soldat américain avec un chien à Des Moines, dans l'Etat de Washington, le 10 mai 2026. (SUZI PRATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
Un soldat américain avec un chien à Des Moines, dans l'Etat de Washington, le 10 mai 2026. 
(SUZI PRATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Et si les chiens militaires de demain étaient génétiquement modifiés ? C'est le pari de Warhound ("chien de guerre", en français), une start-up américaine qui souhaite développer des "super chiens" destinés à accompagner les militaires sur les champs de bataille. Fondée par Ben Lamm, cofondateur de Colossal Biosciences, connue pour ses projets visant à faire renaître des espèces disparues, et Palmer Luckey, patron de la start-up de défense Anduril, Warhound a déjà levé 200 millions de dollars, a annoncé l'entreprise le 23 octobre(Nouvelle fenêtre). Parmi ses investisseurs figure notamment In-Q-Tel, un fonds d'investissement crée et piloté par la CIA, spécialisé dans les technologies utiles au renseignement et à la sécurité nationale.

Pour concrétiser son ambition, Warhound prévoit de sélectionner les meilleurs chiens militaires et policiers pour prélever leurs cellules et les congeler. Cette méthode permettra de les cloner, mais aussi de modifier leur patrimoine génétique. Ben Lamm a expliqué dans The Wall Street Journal(Nouvelle fenêtre) que cette technique pourrait permettre d'éliminer les allèles délétères, c'est-à-dire les variations génétiques susceptibles de provoquer des maladies ou des malformations. A terme, la société souhaite également améliorer les performances physiques des animaux comme leur vitesse, leur odorat, leur agilité et leur longévité.

De premières naissances en 2027 ?

Warhound a débuté ses expérimentations avec des bergers belges malinois et des bergers allemands, avant d'envisager d'intégrer des labradors et d'autres races de chien. Les premières naissances de chiots issus de ce programme, mené au Texas, sont attendues dès le premier trimestre 2027. "C'est le futur de la science-fiction qui nous avait été promis", a déclaré Ben Lamm à Forbes(Nouvelle fenêtre).

La transformation ne sera pas uniquement biologique. Anduril doit également fournir des équipements technologiques de pointe pour accompagner ces animaux sur le terrain. Les chiens seront équipés de la technologie EagleEye(Nouvelle fenêtre) lancée par l'entreprise en 2025. Ce sont des systèmes modulaires dotés d'intelligence artificielle qui se présentent sous la forme de lunettes, de casques ou de visières. Initialement conçus pour les soldats, ils visent à améliorer la perception de l'environnement. A cela s'ajouteront des protections balistiques, auditives et oculaires.

Derrière ce programme, se trouve également un enjeu stratégique. Aujourd'hui, entre 80% et 90% des chiens militaires utilisés par l'armée américaine sont importés d'Europe. Cette dépendance inquiète les autorités américaines, d'autant que cette chaîne d'approvisionnement est en déclin. Warhound entend donc rapatrier les activités d'élevage et de clonage aux Etats-Unis. La start-up souligne également les difficultés du recrutement : après environ trois ans d'acquisition et de formation, moins de la moitié des chiens sélectionnés seraient finalement déclarés aptes au service. "Cela signifie que les Etats-Unis doivent aujourd'hui recruter et former environ 200 chiens pour pouvoir en déployer 100 demain", déplore l'entreprise dans un communiqué(Nouvelle fenêtre).

Un projet loin de faire l'unanimité

Le projet de Warhound suscite toutefois une vive controverse. Le clonage animal, la manipulation génétique et la transformation d'animaux en outils de combat interrogent sur le bien-être des chiens et sur les limites à ne pas franchir dans l'utilisation des biotechnologies.

Face aux critiques, Palmer Luckey a défendu son projet sur X(Nouvelle fenêtre) : "A quelle partie vous opposez-vous exactement ? Aux protections auditives ? Aux lunettes de protection ? Au gilet pare-balles ? Ou aux modifications génétiques qui réduisent le risque de cancers et de problèmes articulaires ?" En conclusion, le milliardaire a mis en avant le soutien de l'American Humane Society, une organisation de protection animale chargée de certifier les programmes de formation des animaux.

En France, le projet est accueilli avec beaucoup de circonspection. Dans Le Parisien(Nouvelle fenêtre), le colonel Régis Vantajol, chef de corps du 132e régiment d'infanterie cynotechnique de Suippes, dans la Marne, a rappelé qu'une telle démarche n'était pas à l'ordre du jour au sein de l'armée française. Le clonage étant illégal en France, l'accent reste mis sur l'entraînement et surtout sur la relation de confiance entre le maître et son chien.

Frente a Pekín, Washington tiene un plan

 

La conducta errática del presidente estadounidense podría ocultar una coherencia, consistente en una formidable recuperación del control de la economía por parte del Estado, aunque dirigida por banqueros de inversión. Donald Trump persigue la misma estrategia que su predecesor: organizar la soberanía de Estados Unidos frente a China en los sectores críticos de la defensa y la inteligencia artificial.

 

Evgeny Morozov,
Director de The Syllabus,


Cuando se trata de Donald Trump, es fácil confundir los aspavientos con la sustancia. Los primeros —insultos, caprichos arancelarios, tráfico de criptomonedas, melodramas ministeriales, crueldades calibradas para las cámaras— captan toda la atención en la pista del circo. Lo segundo se manifiesta en dólares. Es el importe del presupuesto de defensa más grande en la historia de Estados Unidos en valor nominal (cercano, en valor real, al pico anual alcanzado cuando el país luchaba contra la Alemania nazi y el imperio japonés): un billón y medio. Para reunir esa suma de dinero es necesaria toda la elegancia aritmética de un hombre que no duda en sablear hasta a sus propios hijos, es decir, en recortar los servicios públicos que los alimentan, los escolarizan y los curan.

Este presupuesto está llamado a financiar la transformación estructural del Estado norteamericano, de su economía y del lugar que ocupa en el orden mundial. La república se quita la máscara del libre mercado, aunque la Agencia de Proyectos de Investigación Avanzados de Defensa (DARPA, por su acrónimo en inglés), el fondo de inversiones de la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por sus siglas en inglés) In-Q-Tel, los laboratorios nacionales y otros instrumentos del “Estado desarrollista oculto”, como lo bautizó el economista Fred Block (1), existen desde hace tiempo. Sin embargo, ahora ya a plena luz del día, Washington selecciona ciertos sectores de actividad, fija precios, adquiere participaciones de empresas privadas y condiciona su ayuda internacional a la lealtad política de los beneficiarios. El vocabulario de la Guerra Fría y el del periodo inmediatamente posterior a la caída del Muro ya no interesan. “Keynesianismo militar” significaba impulsar la demanda agregada aumentando el gasto en defensa; el “neoliberalismo militar” trataba de alcanzar los mismos objetivos, pero pasando por proveedores privados y cadenas logísticas desreguladas. A lo que asistimos hoy en día no es tanto a una cuestión de presupuestos como de asignación de fondos; se trata de decidir qué empresas pueden mantenerse, con qué precios, con qué inputs, en qué sectores. La guerra que se está preparando será más económica que física; tendrá como campos de batalla las cadenas de suministro, los cuellos de botella y los balances contables.

Detrás de todo esto está, por supuesto, el miedo a China y a la tecnología que ha metido en cintura a todas las demás prioridades: la inteligencia artificial (IA). Ninguno de los problemas subyacentes es nuevo. Los planificadores del Pentágono y los analistas de la Rand Corporation hablan de minerales, chips, cables, estrechos y reactores desde hace décadas. Hasta ahora, los administradores asentían educadamente y cambiaban de tema de conversación. La particularidad de la IA es que aúna todas estas cuestiones en un relato único en el que perder ventaja significa izar la bandera blanca.

La historia empieza en 2016-2017, cuando un pequeño grupo de “halcones” obsesionados con China, entre ellos Peter Thiel, la única personalidad de Silicon Valley que apoyaba a Donald Trump en aquella época, decretó que Estados Unidos tiene que bloquear a cualquier precio los avances de Pekín en materia de tecnología móvil, 5G y microchips. El veto contra Huawei en 2019 sirvió como banco de pruebas. La alternancia política no supuso ningún cambio. Al contrario, Joseph Biden afinó el proceso con la creación de nuevos estratos administrativos sofisticados que determinan qué país puede comprar qué tecnología estadounidense. Su Administración amplió las restricciones a las exportaciones más allá de los propios chips para incluir también las máquinas que imprimen los circuitos, los programas de automatización de diseño electrónico (EDA, por sus siglas en inglés), los chips de memoria avanzada, las biotecnologías, las infraestructuras de informática cuántica y muchas otras cosas. Convertida en una especie de producto de primera necesidad del que ningún país piensa poder prescindir, la IA hace que suban las apuestas y Estados Unidos tiene el dedo en el interruptor.

Ilustración: James C. Best Jr./The New York Times
Dinero público para minerales críticos

El segundo mandato de Trump ha consolidado esta herencia bipartidista centralizando las operaciones. Aposentado sobre una montaña de dinero en efectivo que gasta más o menos como le viene en gana, el Pentágono dirige ahora la planificación. Su pantagruélico presupuesto supone sobre todo un problema de personal: encontrar a personas capaces de tomar decisiones de nueve cifras y que estén más cómodas “desplegando” capitales que tropas. Hoy en día, esta tarea ya no recae en un departamento de recursos humanos relegado al sótano, sino en cazatalentos que facturan por hora y saben mostrarse persuasivos. De ser cierto lo que aparece en una oferta de empleo preparada por uno de ellos (y filtrada a la prensa) (2), el Pentágono quiere formar un equipo de treinta personas encargadas de invertir hasta 200.000 millones de dólares en tres años. Los emolumentos prometidos van de 300.000 dólares para los empleados a 600.000 dólares para los subcontratados a través de otros organismos. También se ofrece a los aspirantes un “acceso sin igual” a los altos cargos de la Administración y a redes en las que conseguir financiación que incluyen fortunas de la realeza, garantía de jugosas “oportunidades de salida”.

Esta prosa seductora se redacta en nombre de la Economic Defense Unit (La EDU formará un tándem con la Office of Strategic Capital (OSC), un organismo de préstamos que nació en la era Biden y que Feinberg convirtió en un fondo de inversiones que invierte dinero público en minerales, cables submarinos, drones o satélites. El primer gran contrato cerrado por esta entidad permite comprender mejor cómo circula el dinero. El fondo 1789 Capital, que cuenta con el primogénito del presidente estadounidense entre sus asociados, entró en el capital de Vulcan Elements tres meses antes de que esta empresa obtuviera un préstamo de 620 millones de dólares de la OSC, el más alto en la historia de la agencia. La ejecución del acuerdo se pudo agilizar gracias a la exención de la necesidad de efectuar un estudio técnico-económico, según un decreto presidencial de marzo de 2025 que aligera las condiciones de aprobación para los proyectos relacionados con los minerales críticos. La inversión es de lo más estratégica, puesto que Vulcan fabrica los imanes de tierras raras que el Pentágono necesita desesperadamente para construir sus aviones F-35 y enfriar sus centros de datos de IA y que están prácticamente monopolizados por China.

Inversión en inteligencia artificial por países (gráfico: GoodFirms, septiembre de 2025)
“Reparar” y “romper”

Lejos de ser una anomalía, el trato con Vulcan es más bien un prototipo, y los hombres que cocinan los siguientes acuerdos no se esfuerzan por disimularlo. Aquí es donde entra en escena el jefe de la EDU, Georges Kollitides II, que también pasó por Cerberus y supervisó el devenir de Remington durante las turbulencias tras la compra. Convertido en el principal consejero del Pentágono en materia de competencia económica, puso el dedo en la llaga durante la conferencia anual del Milken Institute a principios de mayo (4). Tras treinta años de “dominio chino en la guerra económica”, explicó, la reacción tiene que organizarse según una doctrina en dos movimientos: 1) “reparar”, es decir, relocalizar los minerales críticos, su transformación intermediaria y su metalización; 2) “romper”, es decir, atacar la base industrial de los adversarios para impedir que desarrollen unas capacidades que Estados Unidos trata, con retraso, de recuperar. Y, se trate de reparar o de romper, el equipo de la EDU sabe cómo hacerlo, dado que todos sus miembros vienen “del capital-riesgo y de las compras apalancadas”.

Gracias a su diagnóstico de la economía estadounidense post-1991, Kollitides se convierte por un momento, casi involuntariamente, en alguien interesante. Tanto la fuga de capitales en busca de normativas más flexibles y mano de obra más barata como los sinsabores de los “dividendos de la paz” prometidos por el presidente George Bush padre o la fuerza industrial exprimida hasta la última gota para financiar el bum del consumo serían, en su opinión, fruto de una serie de “errores de razonamiento”. Cabría esperar esta denuncia de alguien como Steve Bannon o de un keynesiano de izquierdas en un debate organizado por Jacobin, pero proviene de un financiero nato hablando en el salón de eventos de un hotel de Beverly Hills.

El actual consejo de guerra económico del Pentágono está lleno de inversores de capital-riesgo como él, que se han pasado treinta años sacando rédito de la erosión de la industria del país antes de erigirse en sus salvadores. Ellos son la peculiaridad de la secuencia de acontecimientos que estamos viviendo. Los Estados Unidos de la post-Guerra Fría sabían recurrir, si era necesario, a la planificación, pero la diferencia es que entonces los planificadores venían de la universidad, de los sindicatos o de los ministerios de industria. Ahora los contratados son exempleados de Cerberus, Apollo, Cantor Fitzgerald, bomberos-pirómanos que, habiendo aprendido a repartir el dinero de otros en las consultorías privadas, asignan ahora el dinero público siguiendo los mismos instintos y, globalmente, las mismas estructuras de precios.

Cumbre ministerial sobre Minerales Críticos celebrada en Washington en febrero de 2026 
(foto: ANI)


Estos hombres intervienen en tres variables: los capitales, los precios y la energía.

Los capitales. Bajo la batuta de Feinberg, la OSC ha superado el ámbito de los préstamos para pasar a acceder a la propiedad propiamente dicha, un cambio que, según los expertos, excede sus competencias. Una cuestión que el Congreso, de mayoría republicana, se ha negado a examinar. El Pentágono se ha hecho con participaciones en MP Materials y Trilogy Metals, así como con warrants (certificados de opción) en Vulcan Elements y ReElement Technologies, que vienen a sumarse a las acciones del gobierno de Intel y Lithium Americas, mucho más comentadas. La One Big Beautiful Bill Act (OBBBA) de Trump le ha pasado discretamente a la OSC un sobre de 1.500 millones que le permite asignar unos 200.000 millones de dólares de préstamos a cuatro años, la mitad de ellos destinados a los minerales críticos y la otra mitad a 31 sectores tecnológicos juzgados como “esenciales”. En el antiguo catecismo estadounidense no era el Estado quien escogía a los ganadores. La nueva regla es designarlos antes de que lo haga Pekín y asegurarse así de que sabrán a quién dar las gracias.

Los precios. En diciembre de 2024, China prohibió la venta a Estados Unidos de algunas tierras raras refinadas, entre ellas el galio, del que controla el 98% del mercado. Aunque el embargo se suspendió un año después, Washington respondió con el anuncio en febrero de 2026 del Project Vault: un fondo de 12.000 millones de dólares que combina financiación pública y capital privado para crear una reserva estratégica de sesenta minerales clasificados como “esenciales” por el Instituto de Estudios Geológicos de Estados Unidos, cuyos futuros compradores se comprometen por contrato a adquirirlos a un precio determinado. Como complemento, el Gobierno estadounidense ha presentado el Forum on Resource Geostrategic Engagement (Forge), una alianza comercial donde los socios prevén llegar a acuerdos sobre los precios mínimos, las subvenciones y los compromisos de compra a largo plazo. Es decir: el libre mercado, tras tomarse unas copas patrióticas, ha descubierto el control de precios.

La energía. La inteligencia artificial no funciona con aire puro, aunque Silicon Valley haya hilado un relato de ascenso hacia las esferas etéreas de la abstracción (modelos, “nubes”, ideas brillantes…). En el plano material, se trata principalmente de una crisis de demanda de electricidad, agua, turbinas, uranio, chips, etc. Un centro de datos no es más que una fábrica en camiseta. El Departamento de Energía, para el que Thiel supuestamente seleccionó personalmente a un candidato para un cargo crucial en el sector nuclear, al tiempo que algunas de las start-ups incubadas en su Founders Fund se hicieron con los contratos más gordos (5), tiene por cometido devolver al sector nuclear el esplendor que tuvo a principios de la Guerra Fría (6). La misión Genesis del Ministerio de Energía, anunciada en noviembre de 2025 con un vocabulario digno del proyecto Manhattan, reúne 17 laboratorios nacionales —Los Álamos, Oak Ridge, Sandia y Argonne, que suman entre todos 40.000 científicos— en una plataforma única dedicada a la IA-al-servicio-de-la-ciencia, cuyas prioridades oficiales van desde la fisión nuclear hasta los semiconductores, pasando por los materiales críticos.

En todos estos ámbitos, la oferta lleva varios años de retraso respecto a la demanda. Pero, en vez de contar con que el mercado se reequilibrará a través de los precios, la Administración ha respondido acelerando los procesos a golpe de decreto y tratando los estudios medioambientales como cosa del pasado. Sin el pánico provocado por la IA, estos financieros seguirían en sus despachos de Park Avenue escupiendo columnas de opinión sobre el declive de Estados Unidos. Instalados en el Pentágono, han cambiado las diatribas por órdenes de compra.

Visto desde el extranjero, el sistema, más que a una política industrial, se asemeja a una coacción forzada. Pero Estados Unidos no les pide a sus aliados que admiren su ética; solamente tienen que estar de acuerdo con su estrategia china en todos los ámbitos (cadenas de suministro, exportación de chips, compras de minerales, normativa sobre datos, infraestructuras energéticas). El premio: disfrutar de sus créditos baratos, su “nube” y sus procesadores gráficos. El castigo: perder el acceso a las licencias de uso estadounidenses. Hasta ahora el proyecto apenas ha hallado resistencia alguna.

Los miembros fundadores de Pax Silica. A la izquierda, el subsecretario de estado para asuntos 
económicos de los E.E.U.U., Jacob Helberg (foto: Agenzia Nova)
La trampa de la “IA soberana”

Punta de lanza de esta política, la coalición Pax Silica, presentada por la Casa Blanca el 12 de diciembre de 2025, aspira a asegurar la cadena de suministro de la IA para “reducir las dependencias coercitivas” (7). A los ocho socios iniciales, Arabia Saudí, Corea del Sur, Estados Unidos, Israel, Japón, Reino Unido y Singapur, se les han ido uniendo Emiratos Árabes Unidos (EAU), Finlandia, Grecia, India, Noruega, Filipinas, Qatar y Suecia. Cada uno de los nuevos signatarios hace hincapié en sus bazas. La India promete que sus oligarcas desbloquearán 120.000 millones de dólares para construir infraestructuras nacionales de IA utilizando plataformas estadounidenses (que esto entre en contradicción con su pertenencia al grupo de los BRICS no parece molestar a nadie). Los EAU aportan su gigante G42, vestido de Microsoft tras haber abandonado sus desafortunados vínculos chinos bajo la presión de la Administración de Biden. El caso de Malasia, que no es miembro de la coalición, sirve de advertencia: en mayo de 2025, la viceministra de Comunicaciones anunció una estrategia nacional de inteligencia artificial articulada a partir de los equipos de Huawei; 24 horas después y tras un tuit de David Sacks, el zar estadounidense de la IA, daba marcha atrás. La Comisión Europea, por su parte, ha iniciado un diálogo para unirse a la alianza (Bloomberg, 12 de mayo de 2026).

Presentes durante la conferencia inaugural, los Países Bajos, cuyo líder nacional, ASML, suministra máquinas de litografía a todos los fabricantes de microprocesadores avanzados del mundo, han declinado amablemente firmar. Estados Unidos piensa, sin embargo, haber encontrado la forma de doblegarlos. El Multilateral Alignment of Technology Controls on Hardware (MATCH) Act, un proyecto de ley presentado a principios de abril en la Cámara de Representantes y apoyado por los dos partidos, daría un plazo de 150 días a los países aliados activos en la industria de los chips para conformar sus controles a las exportaciones con los de Washington bajo pena de represalias unilaterales. ASML, cuyo presidente y director general denuncia desde hace tiempo que estas restricciones siguen motivaciones más económicas que de seguridad, está, por supuesto, en el punto de mira. El Gobierno neerlandés ha protestado.

Ante los países del Sur, los estadounidenses se andan con menos cuidado. Desde el desmantelamiento de la Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID) a principios de 2025, la ayuda extranjera pasa por la Development Finance Corporation (DFC) y el Export-Import Bank of the United States (Eximbank), abiertamente diseñados como armas de guerra económica. A finales de 2025, la DFC vio cómo se incrementaba su límite de inversiones hasta los 205.000 millones de dólares, más del triple del nivel anterior, y se reforzaban sus capacidades en materia de compra de acciones. Durante un foro del Council on Foreign Relations en abril, su director, Benjamin Black, que viene del mundo del capital-riesgo y no tiene ninguna experiencia en el sector del desarrollo, describió la misión de la agencia haciendo alarde de un lirismo digno de un contable: “construir ecosistemas económicos holísticos arrimados a nuestros mercados financieros, protegidos de las tomas de poder rivales y estructurados de forma tal que generen rendimientos elevados para el contribuyente estadounidense”.

Bajo Trump II, los préstamos dan derechos sobre los resultados. Un ejemplo: en diciembre de 2025, la DFC firmó un crédito de 553 millones de dólares al operador del corredor ferroviario de Lobito. ¿El objetivo? Modernizar la parte angoleña de esta línea estratégica que permite transportar el cobre y el cobalto congoleño (y, con el tiempo, el cobre de Zambia) hasta el Atlántico y las cadenas de suministro estadounidenses para baterías y chips, alejándolos así del dominio chino de las exportaciones de minerales en la región.

Cuando los préstamos condicionados no bastan, Estados Unidos amenaza con cerrar su farmacia. Presentada en septiembre de 2025, la America First Global Health Strategy obliga a decenas de países, la mayoría africanos, a transferir a las agencias y laboratorios farmacéuticos estadounidenses sus bases de datos de salud nacionales, más, en el caso del proyecto de acuerdo con Zambia, veinticinco años de secuenciación genómica de agentes patógenos, bajo pena de cortarle el grifo de la financiación para tratamientos contra el sida y la tuberculosis. Una nota del Departamento de Estado obtenida por el periódico The New York Times desvela el tipo de chantaje que se ha convertido en normal: una oferta a Zambia de mil millones de dólares de ayuda a la salud en cinco años (apenas la mitad de lo que recibía hasta 2025) a cambio de firmar un convenio independiente que da acceso a Estados Unidos a su cobre, su cobalto y su litio (8). En Kenia, el acuerdo ya firmado se ha suspendido a la espera de que el Alto Tribunal se pronuncie sobre su constitucionalidad. Y, cuando Zimbabue decidió retirarse de un acuerdo de 367 millones de dólares, Washington anunció inmediatamente la eliminación progresiva de su ayuda humanitaria a ese país.

Países que han firmado acuerdos con los E.E.U.U. en el marco de la America First Global Health 
Strategy (gráfico: iris-france.org)

La trampa más temible para el Sur sigue siendo, no obstante, la falsa promesa de la “IA soberana” ofrecida como premio de consolación (9). Invertir en tecnologías estadounidenses significa meter en casa los centros de datos, los chips, los modelos y los programas, y después fingir que representan una capacidad nacional. Lo que obviamente no es el caso. Los chips pueden desactivarse; los modelos son cajas negras que la protección del secreto comercial prohíbe abrir; y, si no están integrados en un planteamiento industrial más global, los centros de datos se convierten en unos tentáculos extractivos que producen principalmente medios extra de influencia para Washington. Las proyecciones desarrollistas clásicas de las décadas de 1970 y 1980, en las que un país empezaba por las piezas sueltas de automóvil antes de pasar a la fabricación de coches enteros y después, de vehículos eléctricos, no encuentran una equivalencia evidente en el campo de la IA. Pero, sin una estrategia de este tipo, la “IA soberana” es una trampa, no una solución. El país que mejor lo ha comprendido hoy en día es China, donde los centros de datos de Mongolia Interior se dedican primero a la economía nacional y solo después a la exportación. Desde primavera, la Administración Nacional de Datos china mide la actividad económica en tokens —la unidad que designa los fragmentos de texto tratados por los modelos de IA y, por extensión, la actividad de estos últimos—, es decir, según un criterio estrechamente ligado a la utilización de energía, lo que abre nuevas perspectivas en materia de planificación y asignación de medios. El consumo diario del país supera ya los 140 billones de tokens, es decir, que se ha multiplicado por más de mil desde 2024.

Durante el guateque del Milken Institute, el estratega económico en jefe del Pentágono ofreció la descripción más sincera hasta la fecha del cambio de era en curso en Washington. La fuente de inspiración, declaró Kollitides, no es ni más ni menos que el Imperio británico, con sus “organizaciones público-privadas, como la Compañía Británica de las Indias Orientales, dirigidas por el Estado y cuya flota era un instrumento de dominación económica por todo el mundo”. Que se pueda llegar a plantear una analogía así en 2026, sin pestañear y sin que ninguno de los asistentes se levante para mencionar la batalla de Plassey (el acta fundacional de la colonización británica de la India en 1757) o la forma en que, durante siglos, esas “organizaciones público-privadas” hicieron padecer hambre a un subcontinente entero para alimentar a Londres, es en sí mismo una confesión. El modelo elegido no es el New Deal, ni siquiera el Estado-arsenal de la Guerra Fría. Es un monopolio franquiciado cuyo nombre sigue siendo sinónimo de pillaje legal para más de la mitad del planeta.

Kollitides parece no haberse dado cuenta de que esa estructura ya existe. El Pentágono redacta sus estatutos, los gigantes de la “nube” gestionan los almacenes y una pequeña constelación de fondos de inversión aporta el capital circulante. Palantir analiza la situación. Nvidia suministra el sustrato. El Tesoro, en algún lugar al fondo del pasillo, hace el papeleo. Como el comercio de especias antaño, el desarrollo de la IA asegura la cohesión del conjunto. Su fusión con el beneficio y el arte de gobernar es tan estrecha que cualquiera que intente ver dónde acaba uno y dónde empieza otro será tratado como un resto obsoleto de la era de las reglas y los procedimientos.

La Compañía Británica de las Indias Orientales cobraba sus dividendos en forma de algodón, opio y té. Su avatar contemporáneo los cobra principalmente en forma de actividad digital, los tokens producidos por la IA, los prompts procesados, los modelos entrenados con los datos de los demás. Pero el libro de contabilidad de antaño no ha desaparecido: detrás de los tokens está el cobre de Katanga, el cobalto del Congo, las secuencias genómicas entregadas por las clínicas zambianas a cambio de tratamientos contra la tuberculosis que tal vez no lleguen nunca, los acuíferos vaciados para enfriar los centros de datos. Desde el Beverly Hilton, nada de eso es visible. Desde la East India House en Londres, la hambruna de 1770 en Bengala tampoco lo era. Un defecto de la arquitectura, sin duda.

La batalla de Plassey, librada el 23 de junio de 1757, “el acto de violencia empresarial más 
importante de la historia del mundo”, según William Dalrymple en La anarquía. 
La Compañía de las Indias Orientales y el expolio de la India (Desperta Ferro, 2021)
(imagen: obra de Severino Baraldi/Aci / Bridgeman)
Notas

(1) Fred Block, “Swimming against the current: The rise of a hidden developmental state in the United States”, Politics & Society, vol. 36, n.° 2, Sage Journals, Thousand Oaks, 2008, https://journals.sagepub.com

(2) Ana Swanson, “Wall Street bankers offered lucrative access to join the Pentagon”, The New York Times, 13 de marzo de 2026

(3) Brandi Vincent, “DOD officially launches new Economic Defense Unit to mesh military aims with global financial sway”, 10 de abril de 2026, https://defensescoop.co

(4) “Economic defense in an era of strategic competition: A conversation with Department of War’s George K. Kollitides”, 4 de mayo de 2026, https://milkeninstitute.org

(5) Avi Asher-Schapiro, “DOGE goes nuclear: How Trump invited Silicon Valley into America’s nuclear power regulator”, 20 de marzo de 2026, www.propublica.org

(6) Véase Éva Thiebaud, “Por qué Estados Unidos vuelve a apostar por la energía nuclear civil”, Le Monde diplomatique en español, enero de 2026

(7) “What is Pax Silica?”, Departamento de Estado, https://www.state.gov/pax-silica

(8) Stephanie Nolen, “US considers withholding HIV aid unless Zambia expands minerals Access”, The New York Times, 16 de marzo de 2026.

(9) Véase “La soberanía: una mercancía estadounidense”, Le Monde diplomatique en español, noviembre de 2025.

*Evgeny Morozov. Doctor en historia de la ciencia por la Universidad de Harvard. Director de The Syllabus, una plataforma que recopila y selecciona noticias e información. Su libro más reciente traducido al castellano es Los Santiago Boys: El socialismo digital de Salvador Allende (Verso Libros, Barcelona, 2025), basado en el podcast homónimo.

jeudi 29 octobre 2026

La arquitectura de seguridad europea de la posguerra empieza a tomar forma

 

Illustrated map of Europe with Trump and Putin examining a table

Escrito por Andrew Korybko en su Substack. Traducción al español por el Dr. Enrique Refoyo.

Este orden emergente es el más sostenible posible dadas las circunstancias.
El gran objetivo estratégico que Rusia pretendía alcanzar mediante su intervención militar a gran escala en Ucrania era remodelar la arquitectura de seguridad europea con el fin de resolver el dilema de seguridad entre la OTAN y Rusia provocado por la continua expansión hacia el este del bloque a lo largo de las últimas décadas.

La OTAN rechazó las peticiones de garantías de seguridad de Rusia a finales de 2021, las conversaciones de paz con Ucrania de la primavera de 2022 fueron saboteadas y Rusia ha sido incapaz de alcanzar sus objetivos maximalistas en Ucrania por la fuerza.

Esta situación pone en contexto varios acontecimientos recientes que, en su conjunto, allanan el terreno para una serie de compromisos mediados por EE. UU. entre la OTAN europea (E-OTAN) y Rusia, con el objetivo de construir la arquitectura de seguridad de posguerra más realista y sostenible para el continente.

La tendencia general es la creación por parte de EE. UU. de la OTAN 3.0, que hace referencia a la visión de Trump 2.0 de una E-OTAN que contenga a Rusia, de modo que la mayor parte de las fuerzas estadounidenses en Europa puedan reasignarse a territorio nacional, Iberoamérica y la región de Asia-Pacífico.

Si las últimas tendencias siguen su curso, los países situados entre Alemania y Rusia, conocidos colectivamente como el Intermarium, desempeñarán el papel más significativo a este respecto.

El centro de gravedad militar y de seguridad pasaría entonces a ser el Báltico, sobre cuya zona oriental (Finlandia y los Estados bálticos) el Bloque Vikingo liderado por Suecia y Polonia ejercerían un patrocinio militar conjunto. Estados Unidos y el E3 (Reino Unido, Francia y Alemania) «liderarán desde atrás» optimizando el «Schengen militar».

Para que Rusia acepte el despliegue de las fuerzas de mantenimiento de la paz del E3 en Ucrania, Estados Unidos tendría que comprometerse por escrito a no extenderles las garantías del artículo 5 y, además, los miembros de la OTAN anteriores a 1997 tendrían que retirarse de aquellos países que se incorporaron tras el Acta Fundacional OTAN-Rusia de ese año.

La única excepción podría ser una base militar permanente de EE. UU. en Polonia, que podría ser necesaria para que el pilar polaco del Intermarium acepte todas las concesiones que se abordarán en este artículo.

Del mismo modo, posiblemente a excepción de EE. UU., Francia y el Reino Unido también tendrían que comprometerse por escrito a no extender sus paraguas nucleares sobre los miembros del bloque posteriores a 1997.

Dicho esto, los países del Intermarium (excepto Noruega, miembro del Bloque Vikingo y miembro fundador de la OTAN) podrían desplegar tantas tropas y equipos como quisieran en el territorio de los demás, lo que supondría una concesión significativa por parte de Rusia, dada la rápida acumulación de fuerzas aéreas del Bloque Vikingo y el hecho de que Polonia comanda el mayor ejército de la E-OTAN.

Por otra parte, EE. UU. podría adquirir participaciones en los gasoductos Nord Stream, Yamal y Brotherhood para que Rusia reanude las exportaciones de energía a la UE bajo la supervisión de EE. UU., de modo que todos tengan un interés común en mantener la paz.

Paralelamente, EE. UU. puede mediar en las retiradas militares mutuas entre el Intermarium y Rusia a lo largo del flanco oriental de la OTAN, que también hace las veces de flanco occidental del «cordón sanitario». A continuación, podrían establecerse canales de control de crisis y negociaciones sobre control de armamento para institucionalizar los avances mencionados.

La centrada en los recursos asociación estratégica que Rusia y EE. UU. están negociando activamente según informan los medios de comunicación occidentales, proporcionaría a Washington intereses tangibles, financieros y estratégicos en preservar el orden de posguerra frente a cualquier provocación que Ucrania, el Reino Unido o cualquier otra parte pudieran orquestar para arruinarlo.

De este modo, EE. UU. podría llevar a cabo con mayor libertad su «giro hacia Asia» para contener a China, Rusia podría centrarse en hacer frente a las nuevas amenazas en Asia Central y la UE podría reconstruir su economía, devastada por las sanciones.


Anthropic développe un système de surveillance prédictive destiné à surveiller les militants

Les nouvelles embauches et les propos tenus lors d’entretiens montrent que le géant de l’IA utilise ses capacités contre les dissidents.

Source : The American Prospect, Daniel Boguslaw
Traduit par les lecteurs du site Les-Crises

Jakub Porzycki/NurPhoto via AP

Des offres d’emploi et des entretiens avec des responsables de la sécurité chez Anthropic révèlent que ce laboratoire de pointe en IA met en place un vaste système de surveillance destiné à surveiller de près les militants qui s’opposent au développement rapide de l’intelligence artificielle.

Outre la surveillance des militants se trouvant à proximité des dirigeants d’Anthropic et le suivi des manifestations organisées près des sites de l’entreprise, celle-ci met également en œuvre une approche dite de « prévention du crime », visant à anticiper les incidents avant qu’ils ne se produisent. Dans certains cas, cela implique également de signaler des suspects à la police avant même qu’un crime ne soit commis. Anthropic n’a pas répondu à la demande de commentaires formulée par The Prospect.

Les projets d’Anthropic visant à surveiller la dissidence vont à l’encontre des efforts déployés par l’entreprise pour se présenter comme l’alternative responsable à OpenAI. Au début de l’année, le ministère de la Défense et Anthropic se sont livrés à une vive polémique suite au refus d’Anthropic d’autoriser l’armée à utiliser ses outils pour la surveillance de masse sur le territoire national et les armes autonomes. Ces tensions semblent s’être apaisées, Anthropic recrutant désormais pour des postes de « vente liés à la sécurité nationale », dans le but de relancer ses contrats avec l’armée. Le renforcement de la surveillance des opposants nationaux s’inscrit dans le cadre d’un regain d’intérêt pour la sécurité nationale.

Un élément de l’architecture de surveillance d’Anthropic a été dévoilé lors d’un entretien diffusé l’année dernière dans un podcast, à laquelle ont participé Keon Ellison, responsable du Centre mondial des opérations de sécurité d’Anthropic, Zach Melvin, responsable des opérations de sécurité, et James Neufeld, PDG de Samdesk, une société à laquelle Anthropic fait appel pour la détection des risques.

Au cours d’une conversation approfondie sur la surveillance et l’analyse des menaces, l’entretien aborde également la question de la surveillance des militants. « L’année dernière, l’un de nos dirigeants devait se rendre dans une grande ville lorsque nous avons reçu, via Samdesk, des informations concernant une manifestation prévue » a déclaré Ellison. La manifestation initialement prévue avait été avancée en raison de problèmes d’autorisation. « Samdesk nous a prévenus environ 60 minutes à l’avance que les organisateurs de la manifestation avaient modifié l’horaire » a expliqué Ellison. « Cette heure supplémentaire a été cruciale. Sans elle, nos dirigeants auraient quitté leurs réunions et se seraient retrouvés en plein cœur des troubles. »

Ellison a expliqué qu’Anthropic avait utilisé ces données pour tracer un itinéraire alternatif pour le dirigeant et l’orienter vers une entrée de service de l’hôtel. « Ce qui aurait pu être une situation très stressante, a-t-il déclaré, a en réalité été désamorcée grâce à la détection précoce assurée par Samdesk et aux informations qu’il nous a fournies. »

Anthropic a commencé à transmettre régulièrement des signalements aux services de police à travers tout le pays concernant des menaces, et a déclaré au Wall Street Journal en juillet : « Nous suivons les comportements préoccupants au fil du temps grâce à un processus de suivi des personnes d’intérêt, ce qui nous permet de détecter rapidement les tendances à l’escalade. » Selon le Journal, « plusieurs individus impliqués dans des incidents signalés à la police faisaient déjà l’objet d’un suivi par le service de sécurité d’Anthropic. »

Le mois dernier, le San Francisco Standard a rapporté qu’Anthropic avait signalé un homme à la police de San Francisco pour avoir déclaré à Claude [assistant AI conçu par Anthropic, NdT] qu’il avait acheté un fusil semi-automatique AR-15 et qu’il avait le PDG Dario Amodei « dans sa ligne de mire ». Lorsque le Standard a contacté l’homme en question, celui-ci a déclaré au journal qu’il « faisait juste l’imbécile. »

Mais alors qu’Anthropic n’a pas hésité à appeler la police pour dénoncer un utilisateur de Claude frustré, le Standard a également rapporté un détail essentiel : Anthropic a refusé de montrer les messages en question à la police, invoquant sa politique interne. En résumé, Anthropic a signalé un utilisateur pour des propos tenus sur sa plateforme, puis a refusé de fournir à la police des preuves d’une infraction réelle.

Ce type de surveillance préventive, encouragée sans respect des garanties juridiques, est cité comme un objectif explicite par le responsable du programme de sécurité d’Anthropic dans le podcast analysé par le magazine Prospect. « L’objectif serait de faire évoluer les opérations : passer d’une approche réactive à une approche proactive, prédictive et préventive en matière de gestion et de lutte contre les menaces » a-t-il déclaré, ajoutant : « C’est ce type de maturité opérationnelle qui s’impose pour protéger les cibles de grande valeur, quel que soit le secteur d’activité. »

Les efforts d’Anthropic pour mettre en place un dispositif de sécurité prédictif s’étendent au-delà de la direction générale pour englober son équipe Sécurité, renseignement et sécurité (GSIS), selon une offre d’emploi publiée le mois dernier détaillant la recherche par Anthropic d’un spécialiste du renseignement d’entreprise qui « enquêtera sur des menaces, des acteurs et des événements spécifiques, produira des évaluations complètes et aidera les employés d’Anthropic à garder une longueur d’avance sur un champ de menaces en constante évolution et à se maintenir dans une position défendable. »

Une partie de ce poste, dont la rémunération se situe entre 180 000 et 230 000 dollars, consistera à « identifier, évaluer, suivre et enquêter sur les menaces mondiales, notamment l’instabilité géopolitique, le terrorisme, la criminalité, l’activisme, les attaques menées par des États-nations contre le secteur de l’IA, ainsi que les nouvelles tendances en matière de sécurité, notamment par le biais de recherches approfondies et de la collecte d’informations OSINT [Open-Source Intelligence, informations ouvertes, NdT] sur des menaces, des acteurs et des événements spécifiques » (c’est nous qui soulignons).

L’extension des activités de collecte de renseignements d’Anthropic à l’échelle nationale, voire mondiale, s’inscrit dans le cadre des efforts récents visant à renforcer la classification de l’IA et des infrastructures qui la soutiennent, notamment les centres de données et l’alimentation électrique. Une classification en tant qu’infrastructure hautement sensible placerait l’intelligence artificielle au même rang que l’eau, l’électricité et le haut débit. Et de fait, les défenseurs de l’IA, tels que l’association Americans for Responsible Innovation (ARI), ont exhorté l’administration Trump à opérer ce changement. Selon l’ARI, l’IA est « si vitale pour les États-Unis que l’incapacité ou la destruction de ces systèmes et actifs aurait un impact dévastateur sur la sécurité, la sécurité économique nationale, la santé publique ou la sécurité nationale, ou toute combinaison de ces éléments. »

Placer les laboratoires de pointe sous le bouclier de la sécurité nationale permettrait non seulement à Anthropic, OpenAI et Google d’avoir un accès encore plus large aux renseignements générés par les forces de l’ordre fédérales et les agences de renseignement, mais cela encouragerait également ces entreprises à influencer la manière dont les agences fédérales perçoivent les menaces pesant sur leurs résultats financiers, désormais qualifiés « d’infrastructures sensibles. »

Il n’est pas difficile d’imaginer comment l’engagement citoyen de cette même coalition bipartisane opposée aux centres de données pourrait se tourner vers l’IA, pour être aussitôt qualifiée d’extrémiste, voire, pire encore, de terroriste. La réponse d’Anthropic à ce problème a consisté à redoubler d’efforts pour développer une intelligence artificielle capable de fournir des services que le grand public ne saurait ignorer.

« Je reconnais que le grand public a une image négative de l’IA (et que c’est un gros problème), mais je ne pense pas que cela soit principalement dû à moi-même ou à d’autres responsables du secteur de l’IA qui mettent en garde contre les risques de cette technologie » a écrit Dario Amodei, PDG d’Anthropic, sur Twitter le mois dernier. « Je pense qu’il s’agit fondamentalement d’une crise de confiance [… ] Je pense que les gens ordinaires ne font pas confiance aux entreprises, aux gouvernements ou au secteur technologique, et qu’ils soupçonnent toujours que nous sommes en train de concocter un nouveau moyen de les escroquer. »

Alors qu’Anthropic intensifie ses efforts pour surveiller la dissidence grâce à ses équipes de renseignement internes et à un système de suivi des manifestations en temps réel alimenté par l’IA, l’entreprise devra faire face au désespoir économique croissant qui ronge les êtres humains en dehors des tours de la baie de San Francisco. La semaine dernière, les agents de sécurité qui patrouillent sur les campus d’OpenAI et d’Anthropic ont annoncé qu’ils avaient autorisé une grève en raison de l’impasse dans les négociations salariales. En réponse, Anthropic a envoyé un e-mail à l’ensemble de ses employés leur indiquant qu’il était préférable qu’ils travaillent depuis chez eux.

« Qui peut s’en sortir avec 22 dollars de l’heure à San Francisco ? » a déclaré David Huerta, président du SEIU-USWW, le syndicat représentant les agents de sécurité de la région de la baie de San Francisco, lors d’un rassemblement la semaine dernière. Autour de lui, les agents de sécurité scandaient : « Honte ! »

*

Daniel Boguslaw est un journaliste d’investigation basé à Brooklyn.

lundi 26 octobre 2026

La France de Laurent Ruquier (François de Negroni, 2017)

Lecture par Grégory Protche de la nouvelle "Un immense caveau" de François de Negroni, republiée dans son récent ouvrage Fiasco en fleur.
 

Entretien avec Patrick Tort : L'origine du symbolique

Histoire naturelle et sociale du paraître

Patrick Tort raconte comment le symbolique naît dans le mensonge et dans l’illusion. De la critique de la linguistique saussurienne aux théories du mimétisme, de la biologie à la psychanalyse, de Darwin à Lacan, il révèle une puissance d’emprise et d’imposture qui, aujourd’hui détachée de la vie et de la vérité, en vient à dominer la politique mondiale.


 

dimanche 25 octobre 2026

Bandeiras vermellas

FONTE  https://obardodescamisado.fala.gal/bandeiras-vermellas/ 

Hai que recoñecerlle ao Movemento Socialista (MS) certa habilidade escenográfica e unha capacidade innegable de mobilización nun cotexto no que ningunha man antifascista está de máis nas nosas rúas. E iso, compañeiros e compañeiras, é algo que non deberiamos perder de vista. En poucos anos conseguiron levantar un discurso que se presenta como superación do sectarismo, do reformismo e das miserias habituais da esquerda institucional. Fala de coxuntura, bloques, correlación de forzas e non sei cantas sutilezas estratéxicas co aire grave de quen acaba de descubrir que o capitalismo existe e que, por desgraza, non pensa morrer esta semana.

En plena decadencia imperial, cando o edificio estala e os administradores do desastre disputan as chaves do soto, o Movemento Socialista comparece ante nós cunha receita que pretende ser nova: construír un terceiro bloque sen molestar demasiado os dous primeiros. Nestes tempos, nos que calquera concelleiro se disfraza de estadista e calquera derrota se vende como unha fase superior da conciencia, pode que abonde con que alguén queira discutir a estratexia.

Hai algo moi propio de certa literatura política: un remata de lela coa sensación de ter asistido a unha reunión importantísima na que, con todo, ninguén abriu a ventá. Todo está no seu sitio, as categorías encaixan, en certa medida o horizonte amplíase e a historia parece disposta a obedecer. Despois saes á rúa e atópas co prezo do alugueiro, cun colega que leva tres anos encadeando contratos basura e cunha familia que ten a media descendencia emigrada. Nese momento, o mundo volve ser ese lugar bastante menos ordenado do que falaban os libros.

A Nova estratexia socialista, impulsada polo MS, quere intervir nunha discusión necesaria: a de como reconstruír unha estratexia revolucionaria cando as vellas certezas organizativas xa non abondan e o capitalismo parece capaz de converter cada derrota nunha nova oportunidade de negocio. A ambición agradécese. O que non pode darse por suposto é que unha estratexia sexa acertada por formular preguntas grandes, nin que a súa escala internacional a libre de responder ás pequenas, concretas e bastante incómodas. Lida desde Galiza, a cuestión é sinxela de formular e difícil de esquivar: que lugar ocupa aquí a nación e que facemos con ela cando deixa de ser unha palabra nun documento e se converte nunha relación material de poder?

A nosa terra, Galiza, non é un decorado onde a loita de clases sucede con sotaque propio. Trátase dun país subordinado económica e politicamente, integrado nun Estado que non é neutral e nunha división do traballo que condiciona que producimos, quen queda co valor e que futuro podemos construír. A emigración, o envellecemento e o baleiramento de comarcas enteiras non son desgrazas meteorolóxicas, nin encaixan de forma orgánica en bonitos marcos preestablecidos. E a lenta e progresiva extinción do galego non é unha extravagancia cultural que poida deixarse para cando teñamos resolto as supostas contradicións verdadeiramente importantes. Todo isto ten historia, responsábeis e consecuencias para a nosa clase e para o noso pobo. Se a xuventude ten que marchar para encontrar un traballo digno, se boa parte da economía depende de decisións tomadas en Madrid e se a lingua propia retrocede en ámbitos fundamentais da vida cotiá, non estamos ante unha suma de problemas separados. Estamos ante unha forma concreta de dependencia.

E aquí empeza o lío. En determinados ambientes de esquerda, mencionar a cuestión nacional obriga a pasar por unha aduana ideolóxica. Hai que demostrar que un non é nacionalista burgués, que non pretende distraer a clase obreira dos seus intereses e que comprende, por suposto, que a independencia non acabará coa explotación da clase obreira da súa nación. Todo iso pode ser certo e, aínda así, servir para levantar unha barreira moi conveniente: a que permite falar de emancipación universal sen tocar as condicións particulares que impiden a un pobo decidir sobre a súa propia vida. A burguesía galega existe, claro, aínda que cabería preguntarse a que intereses concretos responde. Pero de aí non se deduce que a subordinación nacional sexa imaxinaria, nin que combatela sexa poñerse ao servizo dos empresarios. Entre o rexionalismo de salón e o desprezo cosmopolita hai un campo de batalla político que conviría non regalar a ninguén.


Lenin ou Engels entenderon perfectamente que o internacionalismo non podía construírse obrigando os pobos sometidos a confiar cegamente no Estado que os sometía. Recoñecer o dereito de autodeterminación non significaba converter cada fronteira nunha solución máxica, senón combater unha desigualdade política que envenena a unidade de clase. A solidariedade entre traballadores non se pode decretar desde arriba, nin se fabrica pedindo a un pobo que garde silencio ante os seus agravios para non incomodar bonitas disquisicións revolucionarias trazadas en papel con escuadra e cartabón. Lógrase construír cando a unión é libre, cando ninguén ten que renunciar a decidir para demostrar que é suficientemente internacionalista. Do contrario, a palabra “internacionalismo” corre o risco de perder a súa esencia e converterse unicamente nunha maneira elegante de universalizar a experiencia nacional de quen xa ocupa a posición dominante.

Por iso a pregunta para o Movemento Socialista non é se debemos superar os límites das organizacións nacionais, nin se fai falta coordinación internacional. Evidentemente. O capital non pide permiso nas fronteiras e o patrón pode ter a sede en Madrid, os accionistas en Londres e a fábrica en calquera recuncho onde os salarios precarizan ata o extremo a vida da clase traballadora. A resposta obreira tampouco pode encerrarse nun mapa pequeno, nin levantar muros ante as experiencias compartidas. Pero unha cousa é coordinar loitas e outra moi distinta imaxinar que a escala internacional resolve por si mesma as asimetrías entre os pobos que participan nela. Como se decide a estratexia común? Que autonomía teñen as organizacións nacionais? Quen determina as prioridades cando as necesidades dun centro industrial e as dun país dependente non coinciden? Que mecanismos impiden que a unidade termine significando simple obediencia?


Non son preguntas administrativas. Son preguntas sobre o poder. E tamén sobre a posibilidade de que unha organización que nace para combater a dominación reproduza, sen querer ou con toda a boa intención do mundo, os seus mesmos hábitos. Un centro que fixa unha liña férrea, unha periferia que a aplica e unha explicación teórica para xustificar por que as contradicións da periferia poden esperar de novo a un momento máis adecuado. E é que a historia política está chea de organizacións que proclamaban a emancipación da clase obreira mentres descubrían, con sorprendente facilidade, que a clase obreira sempre tiña que facer o que fixaba a dirección.

O socialismo non pode importarse como unha maquinaria nunha caixa e tampouco a liberación nacional ten sentido se non logra transformar as relacións sociais. Non fai falta converter estas certezas en estampitas ás que idolatrar fechando calquera posíbel diálogo entre nós. Ningunha revolución parte dun punto cero, ningunha sociedade é unha páxina en branco e ningunha clase loita fóra da historia concreta que a formou. No caso galego, isto significa pensar conxuntamente a explotación laboral, a dependencia económica, a emigración, a lingua e o dereito a decidir. Non porque sexan asuntos idénticos, senón porque se cruzan na vida da xente. Nin a nosa lingua é unha peza de museo, nin a nación é un sentimento que flota por riba das clases. Son terreos onde se exerce poder e onde tamén se pode organizar resistencia.

E aquí a cuestión volve ao principio. Unha estratexia internacionalista digna dese nome ten que explicar como se articula a solidariedade entre pobos sen borrar as súas diferenzas; unha estratexia socialista ten que explicar quen controla a produción e como se impide que o partido substitúa a clase. Unha estratexia revolucionaria ten que demostrar como se pasa da denuncia á capacidade efectiva de transformar as condicións de vida. Tamén ten que aceptar que os pobos non son unidades intercambiables nun taboleiro e que unha organización non se volve internacionalista por lle engadir adxectivos ao seu nome.


Desde Galiza, a tarefa concreta non consiste en escoller entre encerrarse en si mesma e disolverse nunha abstracción internacional. Consiste en construír unha forza propia, arraigada na clase traballadora do país, capaz de disputar a dependencia económica e política e de enlazar esa loita coa doutros pobos. Unha forza que entenda que a soberanía sen transformación social pode acabar en mans dos de sempre, pero que a transformación social sen capacidade de decisión nacional pode deixar intactos algúns dos mecanismos que reproducen a nosa subordinación.

Castelao recoñecería decontado o truco de chamar “mobilidade” á emigración, “dinámica demográfica” ao baleiramento do país e “cambio sociolingüístico” á retirada do galego. As palabras técnicas teñen esa virtude, permiten describir unha casa en chamas sen mencionar o lume. A teoría política tamén pode facer algo semellante cando converte as contradicións reais en problemas secundarios, aprazables ata que chegue o momento adecuado nun futuro incerto. O inconveniente é que ese momento adoita non chegar nunca.

Ningún pobo se libera renunciando a decidir, ningunha clase se emancipa delegando indefinidamente o seu poder e ningunha estratexia se volve revolucionaria por chamarse nova. O internacionalismo empeza cando a solidariedade deixa de ser unha orde e se converte nunha relación entre iguais. E o socialismo, se quere deixar de ser unha promesa que se repite de derrota en derrota, terá que aprender a camiñar cos pés cheos de barro. Aprender a pisar o chan que baixo os nosos pés abraza as futuras sementes de vencer.